[Entrevista] Por dentro da mente de Leonardo da Vinci

A versão final desse trabalho levou cerca de 24 meses para ser concluída. Custou uma pequena fortuna entre livros e viagens. O equivalente ao valor de um laptop de última geração. Incentivado pelo amigo e mentor literário Vicente Alves, tive a coragem de publicá-lo. Presto também uma homenagem à Universidade Católica de Brasília que me recebeu em seu corpo discente entre 2005 e 2010. Escrevendo para jornais e revistas desde 1999, foi um desafio retornar aos bancos acadêmicos e descobrir que nada sabia.

Meu ofício de “foca-aprendiz-de-jornalista” devo aos mestres pelos tijolinhos em forma de disciplinas que construiram minha fortaleza profissional: Lindalva Patrício, Alex da Silveira, Luiz Claudio, Luiza Mônica, Elias Rodrigues, Janara Kalil, Bernadete Brasiliense, Rafiza Varão, Florence Dravet, Liliana Ribeiro, Liliane Machado, João Curvelo, Ana Beatriz, Newton Scheufler, Aylê Salassiê, Sérgio de Sá e a todos os meus colegas do curso de Bacharelado em Comunicação Social (Jornalismo).

A entrevista passou a compor o Programa “Quem me ensina a trabalhar?” desenvolvido de 2004 a 2007 quando fui coordenador de estágio em Tecnologia da Informação e Comunicação no Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse período entrevistei e selecionei dezenas de estagiário(a)s, estudantes de cursos superiores, tais como Engenharia de Redes de Comunicação, Ciência da Computação, Engenharia de Software, Sistemas de Informação, etc.

Com a palestra “Estagiário, sim. Estagnário, não!” pude também orientar (com a ajuda do “Léo da Vinci”) os futuros candidatos aos processos de inserção no mercado de trabalho. [Baixe aqui a entrevista em formato PDF]

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Desejo a você!

desejo_voceDentre os vários escritos de Vitor Hugo, o ilustre romancista francês, há um poema de profunda sensibilidade e grandiosa beleza que diz o seguinte:

Para ouvir o poema de Vitor Hugo na voz do jornalista Paulo Roberto Oliveira do Momento Espírita, clique no Audio Player abaixo:

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ou

Para ouvir o poema de Vitor Hugo na versão “Amor pra recomeçar” de Frejat & Barão Vermelho, clique no Audio Player abaixo:

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Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que, esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo também que tenha amigos, ainda que maus e inconsequentes. Que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha adversários. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se entregue ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que aconteçam no tempo certo.

Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. E que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, ainda, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por pouca coisa.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga: Isso é meu, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

* * *

Muitas vezes, desejamos que a vida seja feita apenas de coisas que nos parecem agradáveis, esquecidos de que são os obstáculos que nos fortalecem e nos fazem evoluir.

São as responsabilidades que nos pesam aos ombros que nos mantêm com os pés no chão, e as forças contrárias servem de testes para nossa resistência.

Assim sendo, só podemos avaliar o valor das circunstâncias pelas lições que nos deixam depois que passam.

Pensemos nisso!

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O futuro do estágio: você está preparado?

“Poucas pessoas sabem onde é o seu lugar, que espécie de temperamento e de pessoa realmente são. Poucas se perguntam: “Será que eu trabalho bem com as pessoas ou sou um solitário?”, “Quais são os meus valores?”, “Qual é o meu objetivo?”, “Onde é o meu lugar?”, “Qual a minha contribuição?”

E isso, como eu já disse, não tem precedentes. Os grandes realizadores sempre se fizeram essas perguntas. Leonardo da Vinci tinha um caderno cheio de perguntas que fazia a si próprio.

Os super-realizadores sempre souberam quando deviam dizer “não”. E sempre sabiam qual o seu objetivo e onde deviam se situar. Foi isso que os tornou super-realizadores. E agora todos nós temos de aprender a fazer a mesma coisa.

O que não é muito difícil, pois o segredo – como Leonardo fazia – é tomar notas e depois conferir o que se escreveu. Cada vez que se realiza algo importante, deve-se escrever o que se espera que aconteça. “Quais são os resultados dessa decisão?” E você, está se preparando? [Saiba mais – Formato PDF]
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(Comentário do QUEMEL: quem conseguir ler o texto até o fim, poderá ter excelente surpresa. Tipo: como-obter-experiência-profissional-sem-nunca-ter-tido-um-emprego-formal.)

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[Livro] Os filhos do Governo

SINOPSE. Um menor abandonado, criado em instituições públicas e que passou pela delinqüência, ultrapassa excepcionalmente todas as barreiras. Forma-se em pedagogia e escreve um trabalho em que prova que o modelo estatal de assistência à infância em situação de risco, estabelecido pelo regime pós-64 (Febem-Funabem), constitui fator de reprodução da criminalidade.

O livro é resultado de um fênomeno social. Seguisse a rota normal da marginalidade, seu autor, Roberto da Silva, deveria estar preso, mendigando ou, muito provável, morto.

Partindo de sua experiência e ampliando a pesquisa para 370 histórias, Roberto da Silva desenvolve um estudo de altíssimo nível e de fundamental importância para a compreensão e a crítica das instituições e da sociedade brasileiras.
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Comentário do QUEMEL: Esse livro correspondeu a um mestrado se tivesse como tema o ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Em 1997 ao estagiar no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (CAJE), ouvi de uma funcionária: “Henrique, desista disso aqui – bandido não dá voto”.

Tive a oportunidade de participar dos encontros de grupos, baseados em Carls Roger e presenciar o atendimento ao adolescente G. (17 anos) que participou do epísódio Índio Pataxó Galdino em 20 de abril de 1997.

Por causa de um dos meus textos, fui proibido de no semestre seguinte de estagiar no “calabouço” (abrigo dos sentenciados). Conheça o meu relatório de estágio.

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Estágio, sim. Subemprego, não!

Algumas empresas que agenciam estágios com a conivência de outras tantas instituições de ensino superior perderam a decência.

É o que se pode constatar com certas vagas de estágio que são oferecidas todos os dias. Vagas de subemprego (tercerizadas e precarizadas) disfarçadas de estágio. Exigências muito superiores aos classificados de empregos nos jornais.

Dá para imaginar uma vaga para “estagear” de 8h às 18 pagando apenas uma famigerada bolsa-auxílio (BA) de R$ 360, onde se exige do aspirante ao estágio, experiência mínima de 12 meses em procedimentos que envolvem intervenção técnica e gestão de processos?

Deveria se instituir um prêmio para a instituição que divulgasse um maior número de vagas para “escraviários” ou “estagiotários”.

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Latrocínio gramatical

Latrocínio gramatical é assalto seguido de morte para com a última Flor do Lácio.

Na seleção de estágiários de nível superior, o currículo não ajuda e a entrevista menos ainda. O jeito é apelar para a redação. O candidato deveria ser capaz de colocar os argumentos pelos quais a instituição deveria lhe conceder uma oportunidade. Numa questão de rede de computadores:

“(…) é só puchar o cabo (de rede) com a permição do usuário”.

Fico imaginando como um jovem de 20 anos conseguiu chegar ao 6º semestre de Bacharelado em Ciência da Computação em famoso centro universitário travestido de Universidade.

Não só assaltou, sequestrou, assassinou como também enterrou bem fundo, solicitando resgate pelos restos mortais. Herbert Vianna e os Paralamas do Sucesso têm razão. Confira a melodia!

“Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica

Meteram poesia onde devia e não devia
Lá vem o poeta com sua coroa de louro
Agrião, pimentão, boldo
O poeta é a pimenta do planeta”

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[Recordar é viver] Português tem sido principal barreira para estudantes conseguirem estágio.

Escrever para ler De cada dez estudantes de jornalismo, por exemplo, sete são reprovados por erros de ortografia e dificuldade em elaborar uma redação.

No primeiro semestre de 2011, foram abertas mais de 200 mil vagas de estágio em todo o Brasil. Poderia ser uma notícia ótima, mas ela acabou revelando um problema sério no nosso sistema educacional.

Universitários, candidatos a uma vaga de estágio, fizeram um ditado com 30 palavras. A maioria errou pelo menos um terço delas. Em uma empresa de recrutamento, não tem sido fácil encontrar alguém que preencha os requisitos básicos. Continue lendo

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A falênsia da comunicassão

Caro leitor, cara leitora, salve!

Esse texto foi produzido como exercício na disciplina de Redação Jornalistica II sob a supervisão da professora doutora Florence Dravet (Universidade Católica de Brasília).

A pegadinha do primeiro parágrafo comprovou a tese de Nicholas Carr em seu livro A geração superficial – O que o Google está fazendo com nossos cérebros. Afirma o autor que depois da Internet, as pessoas não leem mais do que 20 linhas.

O episódio com o estagiário foi verídico e aconteceu quando era coordenador de estágio entre 2004 e 2008. O estudante cursava Tecnologia da Informação em uma instituição de ensino superior no Distrito Federal.

O texto causou polêmica. Fui taxado de analfabeto e praticante do “analfabestismo” funcional. Leia até o fim e descubra o porquê!

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Por Luiz Henrique Quemel
Especial para o Correio Braziliense

Como fasso para ser um proficional de sucesso? Poço participar do processo de estágio? As duas orações não fazem parte de auguma obra de ficção, mas de tópicos postados em foruns de informática por adolescentes aspirantes às carreiras de tecnologia da informação. A maioria tem aver com orientação vocassional, mas grande parte está relacionada com informação proficional. Continue lendo

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Notebook Positivo Unique S1991? Não recomendo a compra!

consomeDOREssa máquina chegou recentemente ao laboratório para resolver problemas de lentidão. Estava carregando diversos programas que são oferecidos de forma gratuita, mas depois ficavam dando mensagens baseadas na pedagogia do terror: seu sistema está infectado, compre o nosso antivírus, etc.

Removido os programas mesmo assim a lentidão em abrir os programas inclusive na internet (10 mega – Oi Velox) continuava.

Fui investigar o hardware. É o pior possível: processador Intel Celeron de 1.5Ghz, memória de 2GB, mas utilizável apenas 1.4GB em função de não ter placa de vídeo. Essa é a primeira vez que conheço um notebook com apenas 3 células de baterias, onde o mínimo seriam 4 células. Como forma de ludibriar o usuário neófito acompanha um óculos 3D dando a impressão que a máquina ordinária pode oferecer suporte satisfatório à tecnologia.

Para completar o desespero do usuário roda o Windows 8.1 de 64 bits. Nem aumentando a memória virtual (swapfile) para 8GB o problema da lentidão foi resolvido. E o pior é a montagem física do notebook: contém apenas um slot de memória o que impede a adição de outro pente de memória ram. O hd é montado apenas com quatro parafusos e a bateria é fixa no interior do gabinete. Se você instalar qualquer antivirus e a morte do notebook está decretada pela lentidão.

Para se ter uma performance satifastória o ideal seria uma máquina com processador Intel Core I3, 6GB de Ram, hd de 500GB, bateria de 4 celulas, tela de 14″ e unidade de DVD-RAM.

Numa pesquisa rápida pela internet pude localizar várias reclamações. A primeira é bem interessante. Portanto, equipamentos Positivo estão proibidos no laboratório do Doutor Computador. Não valêm a pena.

Reclamação contra lentidão travamento do Notebook Positivo Unique S1991

HD não presta: notebook Positivo Unique S1991

Notebook Positivo S1991: Novo problema – Tela LCD

Comprou dois notebooks Positivo Unique S1991 – Dois defeitos diferentes

Reclame Aqui: 73 reclamações contra o notebook Positivo Unique S1999

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ESE – Cap 28 – Coletânea de Preces espíritas – Por Um Suicida

Resgate por amor - Jesus ajudando um suicida VI – Por Um Suicida

71 – Prefácio – O homem não tem jamais o direito de dispor da sua própria vida, pois só a Deus compete tirá-lo do cativeiro terreno, quando o julgar oportuno. Apesar disso, a justiça divina pode abrandar o seu rigor, em virtude de certas circunstâncias, reservando, porém, toda a sua severidade para aquele que quis furtar-se às provas da existência. O suicida assemelha-se ao prisioneiro que escapa da prisão antes de cumprir a sua pena, e que ao ser preso de novo será tratado com mais severidade. Assim acontece, pois com o suicida, que pensa escapar às misérias presentes e mergulha em maiores desgraças. (Cap. V, nº 14 e segs.)

72 – Prece – Sabemos qual a sorte que espera os que violam a vossa lei, Senhor, para abreviar voluntariamente os seus dias! Mas sabemos também que a vossa misericórdia é infinita. Estendei-a sobre o Espírito de Fulano, Senhor! E possam as nossas preces e a vossa comiseração abrandar as amarguras dos sofrimentos que suporta, por não ter tido a coragem de esperar o fim das suas provas! Bons Espíritos, cuja missão é assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe o remorso pela falta cometida, e que a vossa assistência lhe dê a força de enfrentar com mais resignação às novas provas que terá de sofrer, para repará-la. Afastai dele os maus Espíritos, que poderiam levá-lo novamente ao mal, prolongando os seus sofrimentos, ao fazê-lo perder o fruto das novas experiências. E a ti, cuja desgraça provoca as nossas preces, que possa a nossa comiseração adoçar a tua amargura, fazendo nascer em teu coração a esperança de um futuro melhor!. Esse futuro está nas vossas próprias mãos: confia na bondade de Deus, que espera sempre por todos os que se arrependem, e só é severo para os de coração empedernido.

Para ouvir a Prece por um suicida do cap. XVIII do Evangelho Segundo o Espiritismo, clique no Audio Player abaixo:

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“[…] Enquanto não estivermos todos unidos aos corações que mais amamos não seremos completamente felizes. É por isso que, muitas vezes, quando os relógios apontam as seis horas da tarde, muitos de nós sentem suave melancolia, ou, dependendo do nosso problema, uma tristeza grande, porque essa é a hora em que Maria, mãe de Jesus, recolhe a súplica de todas as criaturas. É a hora em que até no Vale dos Suicidas o silêncio acontece. É a hora em que, no Hospital Maria de Nazaré, todos voltam o olhar para o chão, para implorar a proteção da mãe de Jesus ao seu recomeço”.
Fonte: Mayse Braga – Suicídio – Palestra realizada na Comunhão Espírita de Brasília

Para ouvir a Ave Maria de Gounoud na voz de Beniamino Gigli, clique no Audio Player abaixo:

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[DJ Henrique Beethoven] Onde você estava em 1978?

Arte: Vitrolla.com.br

Para ouvir a música, clique no Audio Player abaixo:

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O mercado de tecnologia e a responsabilidade social

Por Luiz Henrique Quemel *

Enquanto siglas como gestão de recursos empresariais (ERP), gerenciamento das relações com os clientes (CRM), gestão do conhecimento (KM) e tantas outras fazem a alegria do mercado de informática e das consultorias, uma nova e desconhecida começa a tirar o sono dos infoempresários brasileiros: é a SA 8000.

Criada no final de 1997 pelo Council on Economic Priorities Accreditation Agency (Cepa) (www.cepaa.org) e por um grupo de influentes empresas globais, além de grupos sindicais, de direitos humanos e consultorias internacionais, a SA 8000 poderia ser traduzida como uma espécie de “prestação de contas social”. O mercado de informática brasileiro que parecia aliviado em estar conquistando competitividade global com várias empresas certificadas com a série ISO 9000 agora vive a angústia de buscar mais esse desafio se quiser sobreviver ao processo irreversível da mundialização da economia e ganhar respeitabilidade. Continue lendo

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2º Batalhão de Infantaria de Selva

O 2º BIS, criado em 1969 e sediado em Belém, é uma das mais tradicionais organizações militares do Exército, tendo um de seus elementos formadores, o 15º Batalhão de Caçadores, participado da Campanha da Tríplice Aliança.

Possui como patrono a figura impoluta do português Pedro Teixeira, cujos feitos ganharam dimensão nacional. O historiador luso Jaime Cortesão afirmava que “as expedições de Raposo Tavares e Pedro Teixeira são os fatos que primeiro e melhor conduzem à delimitação do território brasileiro”.

O 2º BIS vangloria-se em ostentar a denominação histórica de “Batalhão Pedro Teixeira”, o grande reconhecimento a esse inigualável devoto da Amazônia
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Comentário do QUEMEL: no dia 23 de abril de 1970 visitei o 2º BIS. Uma simples inscrição feita em mosaico na parede marcou minha vida para sempre. Dizia em letras garrafais na parede do batalhão: “Não pergunte se somos capazes, dê-nos a missão“. Por isso, missão dada é missão cumprida. Quando o dia 31 de dezembro de 2017 chegar, estarei livre e pronto para prosseguir em novos caminhos, mas com a certeza do dever cumprido. SELVA!

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Esquerda ou Direita, eis a questão!

esquerda_direita_cerebro Confesso, sempre gostei de fazer malvadezas que mais confundiam do que explicavam. O melhor período foi entre 1993 e 1997 quando cursei Serviço Social na Universidade de Brasília (UnB).

Além de ser praticamente o único homem do curso, predominantemente feito por mulheres (cuidado, feministas, não sou preconceituoso!) ainda tinha que aguentar os neoesquerdistas-jacobinos convertidos de última hora ao encontrarem o “céu” lendo o Capital de Karl Marx. Em sua grande maioria jovens de classe media alta e rebeldes “reaças”

Era muito divertido frequentar as aulas de sociologia ora sendo de direita, ora de esquerda. Não era difícil ser “encaixado” como “reaça”. Bastava olhar a bibliografia que desfilava pelo minhocão (ICC) debaixo do meu braço: Milton Friedman, Friedrich von Hayek, Francis Fukuyama etc. Mas o cúmulo foi ter lido e comprado um exemplar de Fernando Bresser Pereira que versava sobre reforma administrativa (sou servidor público federal). Quando já estava totalmente imerso e com a pecha de “reaça”, trocava o espectro ideológico.

Mudava a bibliografia e ia participar das aulas no departamento de economia: Karl Marx com seu volumoso O Capital e Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci faziam a loucura dos novos intelectuais burgueses. E como num passe de mágica convertia-me de “reacionário” para neojacobino. Era divertido explorar a obtusidade das pessoas.

Longe de ser apenas uma diversão, era uma estratégia aconselhada pela professora Ilma Rezende do departamento de Serviço Social que dizia ser a leitura e estudo das ideias divergentes a melhor forma de desconstruí-las.

Por isso quando encontro alguém de “Esquerda” pergunto se já estudou obras de Milton Friedman, Friedrich von Hayek, Francis Fukuyama, Roberto Campos ou quando de “Direita” a mesma pergunta para obras de Karl Marx, Antonio Gramsci dentre outros. Dependendo da resposta logo é percebido trata-se de mais um obtuso perdido entre a direita bandida e a esquerda corrupta ou se preferirem entre a direita corrupta e a esquerda bandida…KKK*

* Fui acusado certa vez por um esquerdopata-neojacobino-cheguevarista de ser um “reaça” com minhas risadas no Facebook. O idiota-após-graduado afirmou que minha risada era uma “especial simpatia” pela Ku Klux Khan (KKK), aquela instituição de extrema direita que “ex-terminava” negros. Acredite, a idiotice tem lado!

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[insTrUTOR] Como se tornar instrutor de informática?

Caro Quemel, tenho lido muita coisa escrita por você no fórum GDH, vejo que você é fera e gosta de ajudar as pessoas, gostaria de ir agradecendo pois em muitas profissões isso não ocorre devido o medo, orgulho e falta de humildade das pessoas em perder emprego ou egoísmo do mundo capitalista, parabéns pelas tuas atitudes.

Estou enviando este e-mail para ver se você pode me dar um força, eu tenho empresa de informática, trabalho com manutenção de micro, sou formando em pedagogia, e faço analise e desenvolvimento de sistemas, atuo na área de informática a 3 anos, e me digo com pouco conhecimento mas o suficiente para não deixar ninguém com micro parado etc. mas muito eu não sei, e tive uma proposta para ser instrutor de informática de uma turma de 10 Pessoas com deficiências auditivas (surdos), o problema começou em 2 momentos:

1) Eu sou auto-didata, não fiz curso, aprendi o que sei mexendo e fuçando, pesquisando etc, mas nunca fiz curso em senac, senai e nem escolhinhas, ai não sei muito bem por onde começar, pensei em me nortear por apostilas etc para iniciar, o que você indica? pensei ate em comprar vídeos aulas no mercado livre? o que você me diz disso? Continue lendo

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Quer combater crimes cibernéticos?

Ora, ora, depois do Mossad (המוסד למודיעין ולתפקידים מיוחדים), o serviço secreto israelense ter publicado em seu site uma seleção para agentes, chegou a vez do FBI, a polícia federal estadunidense.

O FBI está à cata de especialistas em computação. O salário inicial começa com US$ 56 mil dólares anuais e aumenta de acordo com a experiência e qualificação dos candidatos. Há ainda prêmios extras para os que possuírem “ misteriosas habilidades especiais”.

Para quem não quer quiser ir para a terra do Tio Sam é bom ficar de antenas ligadas. O concurso para Perito Criminal Federal – Área 3 – Computação Científica está prestes a sair. Com salário maior do que o FBI (R$ 9.3 mil), um perito 2ª classe começa recebendo R$ 22 mil mensais de subsídio e depois de 13 anos de serviço passa para R$ 26 mil. [Leia mais]

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[Filme] Amor além da Vida

Sinopse. Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa e os filhos do casal fazem uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie.

No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente e ser mandado para o Paraíso.

Mas não um Céu com arcanjos e harpas, pois lá cada um tem um universo particular e o dele é uma pintura (sua mulher coordenava uma galeria de arte).

Enquanto tenta entender o Paraíso, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio.

Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.
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Comentário do QUEMEL: Assisti o filme Nosso Lar. Minha principal curiosidade era saber como o Umbral seria retratado em vídeo. Na minha opinião, a melhor versão da zona umbralina até hoje retratada ficou por conta do filme Amor Além da Vida. Será que os produtores usaram as descrição contida nos livros de André Luiz pela psicografia de Francisco Cândido Xavier?

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Deu pau! E agora?

Deu no Correio Braziliense

Manter um computador velho pode ser mais caro que comprar um novo. Na hora de consertar, atenção para não cair em enrascadas. Veja alguns conselhos

Por Tiago Falqueiro

“Tudo corre bem. Como poucos segundos antes, o usuário aperta o botão para ligar e… Nada. Cenas como essa são comuns a quem usa PC todo dia. Num momento, tudo funcionando bem. Na outra, tudo pifado. Segundo a consultoria Techaisle, computadores com mais de três anos costumam custar o preço de um novo só em manutenções feitas durante o ano.

Para empresas, por exemplo, manter um computador velho chega a custar mais de US$ 400 (R$ 785), valor superior ao dos PCs mais baratos do mercado (algo entre R$ 650 e R$ 750). Para chegar ao valor gasto com máquinas problemáticas, a consultoria somou peças e mão de obra, além do tempo em que o equipamento ficou parado.

E aí entra um segundo problema: quando o computador quebra, nem sempre se tem alguém para pedir socorro. É o caso de Edna de Oliveira, de 32 anos. “Eu não entendo muito bem de computador. Aí, quando tem um probleminha, fico doida”, lembra. A solução encontrada por Edna é comum: chamar algum conhecido para resolver a questão”. [Capa] [Pag3]
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Comentário do QUEMEL: Mesmo fora do Correio Braziliense continuei como fonte e consultor técnico de algumas matérias. Essa foi uma delas. Em 2009 fazia um curso de Web Design no SENAI-DF quando uma colega de turma (Luciana, personagem da notícia) veio me contar sobre seus problemas. Fizemos uma completa radiografia dos serviços de assistência técnica no DF. Grande parte sem preparo nenhum para tal atividade. Tomei um susto quando a matéria foi publicada e bem na capa o Tiago publicou as Dicas do QUEMEL. Confira-as antes de deixar seu micro e receber de volta um mico!

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Assistência Técnica em Informática, vale a pena?

“A tecnologia da informação (TI) mudou completamente a forma como as pessoas trabalham, se comunicam e se divertem. O microcomputador, o equipamento básico gerador desta revolução digital, tornou-se o personagem central do salto produtivo das empresas, da redução de custos de comunicação e da transmissão de conteúdos informativos e de entretenimento. Crianças, jovens e adultos passam horas em frente a um computador, desempenhando as atividades mais elementares da vida cotidiana. O número de computadores pessoais em uso no planeta já ultrapassou a marca de 1 bilhão de unidades. Continue lendo

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Não recomendo a comprar de notebooks Sony “Positivo” Vaio

palhacoA Sony Vaio e seus notebooks infernizaram a vida dos compradores. Vendia em excesso os produtos, mas não davam o devido suporte técnico. Fui vítima deles. Comprei em 2008 um note vaio para minha filha na loja do Parkshopping. Tenho guardado todas as “comunicações”. Por que será que a loja fechou e saiu do Parkshopping (Brasília)?

Com tantos aborrecimentos, a Sony Vaio vendeu no começo de 2014 sua marca para uma empresa desconhecida chamada JIP. Muitos clientes que já passavam raiva, tiveram seus problemas agravados.

Eis que em 2015 a Sony Vaio retornou ao Brasil pelas portas de outra dor de cabeça: notebooks Positivo. Uma combinação explosiva. O que era ruim ficou pior. Imagina um notebook Sony Vaio sendo vendido pela Positivo. Inclusive com seu “ex-selente” suporte técnico.

Raios, raios duplos, raios tríplos…

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Teste Vocacional ou Orientação Profissional?

Do Portal Ciência & Vida, Recursos Humanos

Embora para alguns pareçam ser o mesmo processo, possuem características diferentes. A meta, porém, é a mesma: ajudar a pessoa a decidir sobre qual profissão seguir

Por Maria Luiza Dias

Em geral, chama-se Teste Vocacional o processo de orientação apoiado em uma bateria de testes (de interesse, aptidão, inteligência, personalidade) que tem por objetivo contar para o estudante “como ele é e para o que ele dá”. O processo de testagem pode ser comparado a uma fotografia que revela aspectos da pessoa. O indivíduo, neste caso, geralmente recebe um laudo que aponta o perfil pessoal encontrado, acompanhado de sugestões de áreas para atuação. [Leia a matéria completa aqui]

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Ler é poder!

O ensaísta canadense Alberto Manguel em entrevista a Revista VEJA indicava pistas quanto à ignorância desejada:

Veja – Por que o analfabetismo é crônico em tantas nações, apesar de ser um problema fácil e barato de ser resolvido?

Manguel – Porque ter acesso à palavra escrita significa a possibilidade de dominar um instrumento de poder chamado linguagem formal. É na linguagem formal que estão escritos os códigos, as leis de um país. Manter grande parte da população no analfabetismo é uma das maneiras utilizadas por governantes que querem perpetuar-se no poder, sem sofrer ameaças. Mas existe outro tipo de analfabetismo – aquele definido por São Jerônimo como a “ignorância desejada”, que ele considerava um pecado. [Baixe aqui a entrevista completa]

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[Livro] Mercado sombrio

O cibercrime e você

“Todos sabem os riscos que rondam a internet. Embora tenha revolucionado nosso modo de vida, ela também nos expõe a roubos e golpes, além de propagandas intrusivas e uma torrente de e-mails indesejados. E tão rapidamente como a própria rede evoluiu, o crime eletrônico também cresceu e se aperfeiçoou.

Em Mercado sombrio, Misha Glenny revela as engrenagens do submundo da internet, onde um exército de jovens e talentosos programadores encontrou terreno perfeito para inventar um novo tipo de crime. O autor mostra como esses crackers (ou hackers criminosos) aliaram-se à velha guarda da bandidagem, criando uma máfia invisível e global, capaz até de derrubar a internet de todo um país.

O fio condutor desta trama, narrada em ritmo de romance policial, é o site DarkMarket, um fórum on-line onde os hackers vendiam os dados bancários e pessoais de suas presas e davam aulas de clonagem de cartões e de invasão digital. O que começa como um negócio amador logo se profissionaliza numa indústria de milhões de dólares, o braço digital do crime organizado.

Mercado sombrio é uma história de adolescentes brilhantes, vigaristas à moda antiga, hackers misteriosos e programadores respeitáveis cujas vidas duplas fariam corar o mais tarimbado dos gângsteres. Mas é também a história de quem combate o cibercrime, dos agentes que viram seu ofício mudar do combate ao crime nas ruas para o dia a dia dos modernos centros de inteligência digital.

Em McMáfia, Misha Glenny havia mostrado os efeitos da globalização sobre o mundo do crime. Agora, volta-se para o crime verdadeiramente sem fronteiras, em que uma das figuras centrais da gangue pode estar digitando num cibercafé imundo em Odessa, enquanto seu comparsa presta auxílio do porão dos pais na Alemanha.

Mas, além do aparato técnico, o que a internet propicia a essa nova geração do crime é um sentimento de comunidade, um mundo onde a honra – ainda que num sentido muito específico da palavra – pode valer mais que o dinheiro de um roubo bem-sucedido”.

Deguste aqui o prólogo do livro cedido pela editora Companhia das Letras.

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E-book: Letramento informacional – pesquisa, reflexão e aprendizagem

e-book_letramento_informacional Apresento-lhes o e-book intitulado “Letramento informacional: Pesquisa, Reflexão e Aprendizagem”, publicado pela Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília. A autoria é de Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque, professora doutora da Universidade de Brasilia (UnB)

A obra origina-se, parcialmente, de tese de doutorado, defendida na Universidade de Brasília, mas incorpora outros textos decorrentes da prática da pesquisadora. O livro estrutura-se em cinco capítulos, que abordam desde o conceito de letramento informacional até estratégias de ensino-aprendizagem e questões práticas.

Utiliza-se um resumão – “pontos importantes” – ao final de cada capítulo para melhorar a compreensão do texto. Trata-se de uma publicação de livre acesso, em caráter experimental.

Os pontos mais importantes referem-se à proposta de um arcabouço conceitual do letramento informacional e à importância de implementar o referido processo desde a educação infantil. Para tanto, são abordados os conceitos de aprendizagem e as relações com o pensamento reflexivo, a experiência, a busca e o uso da informação. Os projetos de trabalhos são recursos sugeridos para desenvolver a reflexão e abordar os procedimentos de pesquisas de forma contextualizada. A título de exemplificação, apresenta-se proposta dos conteúdos de busca e uso da informação divididos por anos/séries na educação básica e os principais desafios para implementação do letramento informacional na educação.

Outros aspectos fundamentais são o esboço de um mapa das competências informacionais de pesquisadores brasileiros em comparação com os padrões de competências sugeridos pela Association of College and Research Library (ACRL/USA) e a discussão do papel dos infoeducadores e das bibliotecas como Centro de Recursos de Aprendizagem e integradas ao processo pedagógico. Por fim, apresentam-se sugestões e recomendações gerais sobre a implementação do letramento informacional nas escolas. Disponível no repositório da UnB em formato pdf. Baixe aqui!

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Letramento informacional e ensino-aprendizagem

Letramento informacional “A ciência da informação denomina o processo de desenvolvimento da capacidade de buscar e usar a informação eficaz e eficientemente de “letramento informacional”, reconhecendo-o como essencial para a construção do conhecimento nos dias atuais”.

Por Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque*

No artigo “Os jornais e o sistema educacional”, publicado pelo Correio Braziliense em 24 agosto de 2014 (pág. 15), Jaime Pinsky argumenta sobre a importância de os professores ensinarem os estudantes a pesquisarem, fornecendo-lhes orientação sobre fontes de informação confiáveis, para que possam estabelecer conexão entre as informações, dando sentido a elas. A ciência da informação denomina o processo de desenvolvimento da capacidade de buscar e usar a informação eficaz e eficientemente de “letramento informacional”, reconhecendo-o como essencial para a construção do conhecimento nos dias atuais.

O termo letramento informacional foi cunhado na década de 1970, nos Estados Unidos, por Zurkowski, presidente da Associação de Indústria da Informação, em relatório para a Comissão Nacional de Bibliotecas e Ciência da Informação. Para o autor, apenas pequena parcela da população dos EUA realmente compreendia como utilizar a ampla gama de ferramentas de informação para resolução de problemas. A partir daí, muitos esforços têm sido realizados, em muitos países, para a inclusão desse processo nos sistemas educacionais. Continue lendo

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Confesso: sou um loser!

Elogio ao loser, Por Cynara Menezes

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”, escreveu nos anos 20 Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, no “Poema em Linha Reta”. Nos anos 1950, tudo indica que foi Charlie Schultz quem lançou a gíria “loser” (perdedor) a partir de uma tira de seus quadrinhos Peanuts (Snoopy no Brasil). “Because you’re a loser, Charlie Brown“, diz a gozadora Lucy ao amigo, quando ele pergunta por que sempre caía no mesmo velho truque dela: derrubá-lo, puxando a bola de futebol americano que iria chutar.

Ou pode ter sido o contrário: Schultz popularizou o termo “loser“, que os estudantes começavam a usar como gíria. Não importa, se até então a palavra só tinha o significado de contrário a vencedor, a partir dessa época passou a designar um determinado tipo de pessoa nos Estados Unidos: para alguns, um infeliz digno de pena, sem sorte, sem valor. Mas isso é dizer pouco do loser. É verdade que ele leva a pior algumas vezes, mas não é apenas o cara que não ganha, e sim o que não se importa em ganhar. Ao contrário do que muitos pensam, o loser pode chegar lá – mas o que o moveu não foi chegar. Continue lendo

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[Livro] Como a mente funciONa

Como a mente funciONa Foram quase 700 páginas degustadas nas férias de julho. Mas tudo tem um “fim”.

“O conhecimento tem sua origem nos processos mentais do ser humano. Saber como a mente funciona é essencial para se compreender as duas grandes dimensões do conhecimento: o aprendizado; como o processo de aquisição de conhecimento, e a memória; o armazenamento desse conhecimento”, diz Steven Pinker.

O livro expôs uma nova forma de ver o mundo e espero que ao retornar à sala de aula me permita também fazer novos arranjos para entender as diferenças cognitivas dos meus educandos/educandas na Escola de Informática e Cidadania do Tribunal de Contas da União (EIC-TCU).

A neurodidática me obrigou a preparar aulas para a linguagem do pensamento. Difícil alcançar os conceitos e, principalmente pô-los em prática, mas tentarei tornar minhas aulas mais agradáveis. Quem sabe essa minha insistência me tornará algum dia professor.

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[Livro] Linguística Computacional

A sugestão é o livro Linguística computacional: Teoria e prática, de autoria do doutor em Linguística Aplicada Gabriel Othero e do professor da PUCRS Sérgio Menuzzi. A obra introduz o leitor numa nova área da linguística, que tenta ensinar uma linguagem a uma máquina.

Em 128 páginas, é possível descobrir como fazer para que um computador entenda a linguagem natural, desenvolvendo corretores ortográficos e gramaticais mais confiáveis, tradutores automáticos e sistemas de busca mais precisos, além de programas de atendimento virtual mais naturais e completos.

O leitor irá descobrir muitos fatos curiosos sobre esse ramo e, ao mesmo tempo, será capaz de, ele mesmo, dar seus primeiros passos no desenvolvimento de programas computacionais que enfoquem o tratamento da língua portuguesa por computador. (Editora Parábola, 128 páginas).
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Comentário do QUEMEL: Quando adquiri esse livro pela 1ª vez, custava R$ 15. Comprei 7 volumes e fiz um sorteio entre os estudantes de computação da Universidade Paulista (Unip) que assistiram minha palestra intitulada Carreiras Digitais: profissões do futuro ou de futuro? Quis repeti o feito na Universidade Católica de Brasília (UCB), mas a inflação fez o livro pular para R$ 25. Saiba mais

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[Livro] O Livro dos Códigos

Autor do bestseller “O último teorema de Fermat”, Simon Singh apresenta a história da arte de escrever segredos desde o Antigo Egito.

Narra, também, a luta entre criadores e decifradores de códigos, começando quinhentos anos antes de Cristo e chegando até hoje, quando a criptografia é usada na Internet.
Este livro traça o fascinante desenvolvimento da criptografia desde a espionagem militar na Grécia antiga às modernas cifras de computador, revelando como a notável ciência da criptografia modificou o curso da história.

Além de claras demonstrações matemáticas, linguísticas e tecnológicas de vários tipos de códigos, traz ilustrações das personalidades que estavam por trás deles – heróis e vilões.

Leitura obrigatória para estudantes de jornalismo e profissionais da mídia. Indispensável para se “descriptografar” a guerra de informações publicada em forma de reportagens, citações e artigos. O livro é um verdadeiro guia de como não se transformar num “inocente útil”.

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Os efeitos psicológicos do desemprego


O trabalho, além de ser um apoio financeiro ou salarial, na maior parte das vezes também pode ser considerado uma fonte de bem-estar e equilíbrio psicológico e/ou social. Desse modo, quando não há emprego, são geradas várias mudanças na vida da pessoa que fazem com que valha a pena dedicar um artigo à psicologia do contexto do desemprego.

Quando uma pessoa procura emprego pela primeira vez ou trabalhou durante anos e de repente se vê em uma situação de desemprego, pode acabar por experimentar uma série de transformações emocionais, psicológicas e sociais. Assim o afirma a Associação Americana de Psicologia (APA). “Comparativamente às pessoas que têm trabalho, as pessoas desempregadas correm o dobro do risco de sofrer de problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, baixo bem-estar psicológico e autoestima baixa”. (Paul & Moser, 2009).

É preciso levar em conta que a situação de desemprego é uma experiência que transcende a objetividade da falta de ocupação, já que é vivida e interpretada de diferente formas de acordo com uma série de circunstâncias individuais, incluindo os recursos psicológicos que a pessoa afetada dispõe e o ambiente em que vive.

Segundo as diferentes pesquisas realizadas e a opinião de especialistas profissionais, encontramos uma série de fases e fatores comuns em relação aos efeitos psicológicos que podem surgir na situação de desemprego. Na continuação deste texto iremos tratar de identificá-los.

Fases que uma pessoa enfrenta depois de perder o emprego Continue lendo

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